Já ouviu falar em RIA?
RIA é a abreviação de Rich Internet Application, traduzindo e explicando, se trata de uma aplicação de internet rica, composta por efeitos visuais e resultados a curto prazo.

Quando ouvimos um pouco sobre esse termo, logo temos em mente uma navegação totalmente interativa, deixando de se preocupar com limites de resoluções, estática e outros que contornam a rotina de produção.
As grandes potências do mercado de softwares (Adobe, Microsoft, SUN), investem pesado nessa visão digital.
A Adobe por exemplo, além de a cada versão inovar o Flash player, saiu na frente com o lançamento do Flex 2 (o 1 não teve sucesso) no final do ano passado, causando impacto em seus fãns.
Eu cheguei a acompanhar um evento desses, destacado pelo verdadeiro “o meu é o melhor”, pois o palestrante mais comparava com o AJAX do que mostrava benefícios vindo dessa tecnologia. Posso dizer que meu único ganho foi o coffee-break.
A RIA problemática
Nesse mesmo evento, foi apresentado uma loja virtual interativa, quase sem carregamento de dados. Houve dúvidas sobre qual aplicação isso tudo funcionava, o palestrante respondeu que tudo ficava sobre o flash player e que era leve.
Mesmo diante de um público impressionado, algo me passava pela mente: “E aonde fica a acessibilidade?”.
Para quem não acompanha, o Flash é um dos piores recursos quando tratamos de acessibilidade, justamente por ser implementado somente como um objeto, e não um bloco de código descrito de conteúdo, ou seja, o leitor de tela de um cego apenas captura a referência Object, quando o necessário seria todo o conteúdo composto dentro dele.
Se descartamos a acessibilidade, temos outro problema em foco, o de a loja trabalhar somente em uma página, e olhe só, no mesmo lugar onde pesquisamos os produtos, vemos os dados e possivelmente compramos. Levando em conta disso, logo pergunto: “E se eu quiser ir direto para o produto em um futuro retorno?”
Imagine a situação, toda vez que for preciso, o usuário terá que fazer novamente o processo de navegação para encontrar o mesmo produto.
Isso é o que posso chamar de quebra de conceito, de desrespeito a todos aqueles que estudam por uma web melhor (Tio Jakob é um deles), e principalmente, ao usuário que está na pesquisa do produto.
A RIA quase deslubrante
Quase porque ainda teremos que deixar a acessibilidade de lado.
Ela se deslumbra quando tratamos da criação de ferramentas online, evitando aquele nosso velho processo de instalação local, e o difícil de acreditar, é que é mais fácil desenvolvermos em Flex do que em AJAX.
O Adobe Kuler por exemplo, é um combinador e compartilhador de paleta de cores online. Temos recursos bem utilitários em sua interface, sem a necessidade de links para boa navegação e sem o uso de efeitos desnecessários. Eu gosto muito dele, principalmente naqueles dias ao qual estou sem a mínima idéia conceitual de cores necessárias para um projeto.
O problema que não temos como desconsiderar
Uma RIA não tem seu conteúdo indexado por buscadores, portanto, se algum dia pensar em desenvolver um projeto desses(caro por sinal), leve em conta de estar jogando seu SEO para baixo, e tente aliviar sua perca colocando Meta Tags.
A concorrência também tem esses problemas?
Tanto o Microsoft Silverlight como JavaFX são interpretados como objetos e também não são indexados por buscadores.